terça-feira, fevereiro 22, 2011

Meu melhor amigo vai se casar.

Confusão demais pra minha cabeça, ainda mais pra quem conhece as aventuras e desventuras amorosas deste cara. Não, eu não vou encarnar a Julia Roberts no filme "O casamento do Meu Melhor Amigo" e querer roubar o noivo. Até porque meu nível de boiolagem não permite. Mesmo assim, ele representa muito pra mim, e acho que tentar ordenar as idéias em um texto, pode me ajudar a entender melhor as coisas.

Tudo poderia ter começado de onde não começou. Reprovados no vestibular 2005 da UFJF, ficou reservado a nós um encontro em um cenário muito mais propício para a vida universitária: Viçosa e a UFV. Estavamos lá, dia 28 de fevereiro de 2005, dividindo a mesma sala de aula, a mesma tinta e mesmo trote. Durante as aulas, graças aos seus pitacos, era visto por mim como um cara interessado e dedicado ao curso. Rapidamente ficamos amigos. Logo veio a greve de 6 meses. Com a volta das aulas, começamos a descobrir nossas afinidades. O primeiro evento que fomos juntos foi o festival de cinema da UFV, em janeiro de 2006. Logo começaríamos a congregar novos camaradas. Começamos a andar com a Kênia, com o Paulo, com o Didi e com o João. Era o embrião da Panela, entidade que este blog congrega. Em julho, nosso primeiro evento acadêmico juntos: Anpuh em São João Del Rey. No ônibus, ouvindo Beatles, ele me perguntou: “porque não conheci isso antes cara?!” Começava ali uma grande parceria de troca musical. As 7 da manhã, tentando acordar no frio inverno sanjoanense (“O Gu, to com frio”), tirei uma foto dele roncando com a boca escancarada. Pela que ele apagou. Seria uma preciosidade essa foto nos dias de hoje. Em agosto, nossa primeira festa juntos na UFV: a inesquecível Flash Back, (preciosidade essa foto) e a primeira vez (das centenas de milhares) que vimos o Hocus Pocus tocar.

Rolaria ainda muitas festas bregas, muitas festas na vila e na minha casa, muitas mesas de bares. Isso etílicamente falando. Fora os trabalhos, seminários, congressos, jogos de futebol, vídeo-debates, show na UFV, RUs, e muitas, muitas confissões amorosas, familiares, panelísticas, futebolisticas, estudantis. 5 anos vividos tendo ele como um irmão, como a pessoa quem eu ouviria e falaria de tudo. E como sinto falta disso.

A mensagem mais antiga que tenho registrada no meu celular é do natal de 2008. O texto por ele escrito era o primeiro passo para o que vai se realizar em breve. Fui testemunha privilegiada do que aconteceu de maior na vida deste cara. E conhecer ele sem dúvida foi uma das maiores coisas que aconteceu na minha. Pra completar, enquanto esboçava este texto, fui convidado pra ser o padrinho do matrimônio. Ou seja, continuarei a ser testemunho da história, agora a nível ofícial. Emoção pra ser guardada pelo resto da vida.

Te amo meu irmão. Te desejo a maior felicidade do mundo, sempre. Obrigado por tudo.

sábado, janeiro 08, 2011

Speculum compositum Alice I

 

As historias começam em momentos aleatórios e prosseguem em dinâmicas lógicas quando dentro de nossas cabeças os processos são completamente diferentes. Vejam por exemplo suas lembranças de infância relativas a um tema específico. Pensemos no cinema. não o cinema enquanto local onde se vê filmes. Para além disso. Pense no motivo de sua presença nestas salas coletivas em que a sétima arte é exposta para pessoas de diversas origens e presentes estimulados por motivações diferentes.

Lembro primeiramente de um dos filmes que mais marcou minha Infância: Os Gonies. Estava eu e meu irmão, na sala de nossa avó, que também era meu quarto… Mas não era mais meu quarto. Larissa e Talita insistiam que o Léo não teve infância completa se não havia visto Os Gonies. Como meu precário quarto se torou uma reta de uma faculdade? Lá estava eu e uns amigos 15 anos depois discutindo um símbolo da tenra idade de muita gente. E nesta idade via filmes diferentes com companhias diferentes. Hamlet foi um mistério que degustei com Luiz Fernando e Gustavo num quarto apertado. O Mel Gibson não devia ter feito este filme. Em frente a um DVD no ano de 2004 não tinha muitas opções cinematográficas ao meu dispor. Horas e horas de trabalho árduo não foram recompensados com a aprovação no vestibular. Chutar o pau da barraca… Pelo menos por seis meses era isso que merecia. E o filme estrelado por Mel Gibson era o único de ação que a disposição de um balconista foi capaz de assistir. Franco Zefireli já foi mais brilhante e eu não fazia a menor ideia. O filme era podre aos meus olhos. Mas o que me diz de podre do pobre Ashton Kutcher. O pobre coitado fez duas coisas sábia na vida: Efeito Borboleta e casar-se Com a Demi More. E nas vésperas de iniciar a graduação em História apenas Jonathan [meu primo] e Diogo [irmão do meio] acompanharam-me numas das primeiras jornadas intelecto cinematográficas que fui capar de refletir sobre. É isso que universitários fazem: descobrem algo que gostam e transformam num raciocínio lógico. As coisas não podem mais ser prazerosas depois deste estagio intelectual. E minha sala [outra sala, outra casa, acho que a décima primeira do casamento de meus pais] não0 era mais minha. Estava cercado por amigos instantâneos. Felipe, Melissa, Yuri, Mônica, Elizandra, Josélia, Thuila… tudo gira e no meio do turbilhão a compreensão sobre o mesmo filme já não era a mesma. Cada fala, cada ato ou efeito visual era acompanhado de um comentário [verbalizado ou não] tendendo à pura historização da percepção das mudanças de tempo. Porque voltando à infância, os desenhos sempre foram meus fiéis companheiros. E sozinho, aqui no meu quarto confortável, mas sem muito luxo ou organização, na capital percebi que a imagem que criamos de nós mesmos e dos outros é que são as tais Representações do Chartier. Obrigado Evangellion. Agels e EVAs não significam muita coisa pra muita gente que ignora um dos melhores roteiros já escritos. E o que sou eu senão a combinação de minhas vivências. Porque  o Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças não é apenas uma comédia romântica. E novamente na sala humilde da casa ao fim de um morro, numa área periférica de Manhumirim, um recente chato [leia-se historiador em treinamento] aproveitava seu tempo com coisas mais úteis do que textos de história. Cadência inusitada, recorte aparentemente aleatório, as caretas caricatas de Jim Carrey e as curvas sensuais de Kate Winslet me levam a outro lugar, dois finais de semanas consecutivos, dois anos depois numa sala/cozinha, com almofadas no chão. Era ver o filme, assistir ao clipe com a musica tema [Light and Day – The Polyphonic Spree], composto de cenas do mesmo filme, só que com os lábios dos atores alterados acompanhando a letra da canção, e ir ao Shopping tomar uma cerveja. Na verdade saímos eu e Larissa os dois domingos consecutivos e as outra companhias que se alteraram. E se alteraram tanto que não era mais o shopping do calçadão de viçosa, mas uma sala com uma garrafa de cachaça. E era 2010. Eu e Gusthavo discutíamos, do alto de nossa intelectualidade pouco pratica adquirida com os poucos anos de estudo, à respeito da trilha sonora do mesmo filme. Um comentário marginal. O interesse novo era Sonhando Acordado [ou The Science of Sleep no original] do mesmo diretor [Michel Gondry]. Gael Garcia Bernal saindo-se bem. Melhor do que em Diários de Motocicleta que foi um filme tipo exportação. CARAMBA, ESQUECI MEU CHÁ. COMO ESQUECI DELE EM CIMA DA MESA? E o Cine Clube Carcará completamente lotado fez meus olhos de calouro, tão acostumados as aglomerações de meia dúzia de pessoas, comuns em cidades pequenas, saltarem e se assustarem com o mundo que acabara de conhecer. Um mundo de pilastras [e pilantras], retas [e curvas etílicas], RUs [e filas quilométricas], BBTs [e minissaias pelas escadas] PVB e PVA [além do DAH], entorpecentes [lícitos ou não]…

Que as lembranças perdem o fôlego no meio desta confusão. O poder do vinho já diminui num nível insuportável e o calmante demonstra seus poderes obscuros e tão desejáveis em certos momentos. Já se aproxima uma da madrugada. Boa noite.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Onde põe título nesta bagaça?

Também estava pensando aqui em casa, também sozinho em Juiz de Fora. Na mesma onda saudosista que move este blog (leia-se Paulo e eu), lembrei-me de duas boas histórias vividas com o elemento manhumirítico da Panela. Vou contar a primeira delas, e deixar a outra para o próximo post. Mudei de ideia. Vou contar tudo aqui.

A primeira ocasião é por nós lembrada como a festa brega da Vila em que ficamos trêbados, ocorrida em outubro de 2008. Tinha prometido pra panela feminina que eu iria na festa, já que a de 2006 foi muito bruta, e na de 2007 só compareci pra emprestar o som. Estava exausto naquela semana, cheguei em casa tarde naquela sexta feira, mas como ja tinha conseguido o traje, me vesti e resolvi ir.


Pra mim, as festas bregas são as melhores. Primeiro porque só o ato de se vestir ja é divertido. Sair na rua rumo à festa então, é simplesmente uma experiência cênica única. Depois de muitas gargalhadas em casa, na república, tomei as ruas com um rayban á meia noite e quinze, rumo à Vila. Passei pela praça, chamando a atenção de quem transitava por aquelas horas em Viçosa. Vestia uma camisa vermelha, de botões, bermuda do exército e coturno. Pra dar um brilho da vestimenta, usava um cordão que mais parecia uma medalha e os já citados óculos escuros.


Chegando na festa, fui recebido pelos amigos, que imediatamente me batizaram de Zé Mayer devido a semelhança da minha vestimenta com o personagem da novela "A Favorita" (vide foto). Cheguei tarde, mas tava todo mundo lá, Gustavo Geada, que a muito tempo não aparecia em festa nenhuma, já num nível etílitico evoluido, como de costume; Paulo Santana, vestido como um cafetão, Letícia, James, e uma boa galera da turma. Bebi aos longos goles pra alcançar a vibe da galera, mas acho que passei dela. Tanto que nem lembro do final.

Mas aproveitando o embalo do assunto festas, vou falar do final de outra festa, acontecida no fim do melhor ano da Panela, em dezembro de 2007. A tal da festa do pijama. Não apareceu quase ninguem conhecido, e teve gente que nem à caráter foi, como eu. Mas em compensação, teve gente que foi a caráter assistir aula no PVB. O elemento sofreu diversas ofensas dos colegas por tal atitude. Puro preconceito, como ele afirmava. De lá, fomos pra festa na vila.

Paulo e eu ficamos responsáveis pela lista de presença (até hoje não entendo pra que esse raio de lista serviu), anotando quem entrava e quem saía da festa. Lá pelas tantas, depois de divesas goles e copos virados em apostas, atingimos o nirvana etílico e começamos a brincar de assinar as folhas de papel que nos deram. Não satisteitos, assinavamos e selávamos a assinatura, como num cartório, jogando cerveja quente em cima.



Repare que na foto abaixo, a camisa da Escola Estadual de Manhumirim está molhada. Dá pra imaginar a lambança, o cheiro de cerveja em nossas roupas e pelo chão do pátio. Eu bebi tanto, que comecei a passar mal e pedi pras donas da casa deixarem eu tirar um cochilo rápido. [Aliás, vamos abrir parenteses, ou se preferir, colchetes, para lembrar de outra festa. Essa de tirar um cochilo rapido quando estou bêbado já me fudeu mais de uma vez. Numa festinha que teve la em casa, onde todo mundo ia pegar as vizinhas mas ninguem pegou ninguem, eu bebi demais e fui dormir na metade da festa. Me reviraram no colchão pela madrugada, mas só acordei no outro dia, com meu fiel escudeiro Paulo Santana dormindo num colchão ao pé da cama. Voltemos pra festa do pijama].

Neste cochilo rápido, a história se passou como na festa da minha casa. Só acordei no outro dia , com o Paulo ao pé da cama. Cama alias, que era de uma das meninas, fato este que obrigou duas delas dormirem juntas, numa cama de casal, uma virada pra cima e outra pra baixo, pra não ter perigo de rolar uma encoxada involuntária na madrugada. Noite traumatizante pra todo mundo.

Outra ocasião etílica digna de ser rememorada foi em nossa formatura, em julho de 2009. 1 semana inteira de festa, bebendo todos dos dias. PV ja morava em BH, e chegou em Viçosa na terça de noite, para irmos às atividades da formatura na quarta feira. Na terça, ele chegou em meio à um churrasco na casa do Wanei. Bebemos até o fiofó fazer bico e no outro dia, acordamos cedo pra ir na aula da saudade. Fomos tomar café na padaria, e ao sentar no balcão, nos deparamos com uma chopeira da Kaiser. Com a boca salivando e a conciencia assumindo seu lado mais impulsivo, decidimos por realizar um antigo sonho: beber de manhã, em dia de semana. Desde a época em que fizemos um trabalho de estágio no Anglo, e quase sentamos no shopping do Bahamas pra beber uma cerveja numa segunda feira as 9 horas, tinhamos aquela ambição de pingaiada. Pedimos 2 chopps, mas infelizmente a merda da máquina não estava funcionando. Comemos, juntamos o que tinha de vergonha na cara, e fomos pra universidade. Foi neste mesmo dia, depois do churrasco no Recanto de tarde, de um estica até o Leão no começo da noite, que o Paulo quase entrou em piripaque de tanto tomar energético na festa no Galpão.

Boas memórias etílicas. Em breve tem mais. Ainda tem o caso da mijada na cadeia em Mariana. Abraços.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Mais uma história nada engraçada…

Estava pensando aqui em casa. Sozinho em Belo Horizonte. A solidão estimula os pensamentos saudosistas em função da rememoração de momentos que estávamos cercados de amigos. Pois agora me encontro cercado de confusões dissertativas e uma viagem para o passado no sentido de buscar momentos de confraternização etílica é uma necessidade da manutenção de minha cada vez mais reduzida sanidade.

Chatices e discursos emocionados à parte gosto de lembrar dos momentos de felicidade espontânea. Aqueles que a gente não programa e se auto-geram por meio de coincidências que fogem da nossa capacidade de compreender.

Era uma bebedeira qualquer, de um dia qualquer. Saímos eu e parte da panela feminina: Larissa, Talita e Amanda (Agregada da panela feminina). Nada de mais. Fomos no Shopping da Moda pra aproveitar mais um Domingo pouco produtivo. Como de Praxe fui à casa das meninas para buscá-las. Nada de cavalheirismo nesse ato. Nunca gostei de pessoas que se atrasam. Como todo mundo vive se atrasando, e mulheres são tendenciosamente mais atrasadas devido a questões que fogem a essa postagem, busquei as senhoritas em sua residência. De fato não era nenhum sacrifício. Gostava de andar pelo balaústre. De passar pelo cruzamento com a rua do Leão. E me agradava muito uma conversa sempre bem humorada. As conversas sempre foram bem humoradas com elas. Podia utilizar de todo meu aparato de insatisfação com a humanidade (misantropia) e levar os temas mais absurdos à pauta com uma argumentação inusitada e cheia de pompa acadêmica. Chegando lá obviamente nenhuma das três damas estavam pronta. A conversa desenvolveu-se fragmentada e desconexa até que o trio finalizou seus preparativos para o consumo de uma bebida alcoólica proveniente da cevada. Também conhecida como cerveja esse líquido já havia nos proporcionado momentos memoráveis.

O caminho até o lugar escolhido como fornecedor de embriaguez não era longo. Nada que dez minutos de uma leve caminhada, passando pelo Calçadão de Viçosa, que sucedia a Matriz, não resolvesse. Estávamos lá. Um “músico” careca e cabeludo tocava um violão. Nada de muito espantoso. Consumimos cervejas ao gosto das mulheres. Uma bela série de “Skols” regaram a conversa.

Enquanto bebíamos o liquido em cor de urina conversávamos à respeito do futuro. De como estaríamos daí um ano. Era o último ano de faculdade pra mim. Esse assunto me incomodava mais do que qualquer outra coisa. No entanto à medida que o tempo passava, e a gradação alcoólica no sangue se alterava, não importava mais o assunto. Nesses momentos, os momentos que realmente importam, as palavras não fazem mais sentido. A significância destes ultrapassa qualquer verbalização, ou pensamento, ou filosofia. São apenas sentimentos, e agora lembranças, que não tem nome, mas tem registro. E em algum lugar, de alguma forma, tornam-se atemporais pois voltar a eles torna-se um prazer melhor do que viver o presente.

Mas nem tudo é um mar de rosas quando se trata dos amigos. Pior ainda. As situações mais memoráveis são aquelas que envolvem desventuras e rupturas com relação ao pacto consuetudinário da amizade entre as pessoas. E foi isso que aconteceu. Mas antes da descrição desse fato altamente repudiável, no entanto pleno se tratando de um fato a ser contado em uma história, vale lembrar que já havíamos pedido uma música para o intrépido violeiro: Primeiros Erros (Kiko Zambianqui). O pedido foi feito por mim e pela Larissa. Ambos já não muito sóbrios. Nós dois éramos os com uma aparência mais alcoolizada e a fama de nossos hábitos ébrios adentrava inclusive no círculo dos professores do curso de História. Pedimos e o menestrel, apesar de relutante, atendeu a nossa reivindicação. Não sei se ele estava desafinado de voz ou de violão, só sei que não me recordo com boa avaliação de sua interpretação hesitante e estilhaçada. De qualquer forma a tal musica, se bem me recordo, tornou-se a musica oficial do grupo.

Este fato engraçado não foi o auge da noite como já adiantei. O consumo de cerveja leva a idas constantes ao banheiro. Larissa e Amanda se ausentaram da mesa com este fim. Ficamos eu e Talita sentados lá. Não lembro o assunto. Nem o porque dos movimentos bruscos das mãos daquela mulher. A única coisa que sei, e que recordo com uma certa raiva, é que seu braço atingiu violentamente a garrafa ao centro da mesa. Até aí tudo bem. Acidentes acontecem. Esse não era um acontecimento catastrófico que nossas possibilidades financeiras não pudessem arcar. Nossas condições financeiras permitiam que essa garrafa fosse derrubada. E, infelizmente, nossos laços de amizade permitiram com que eu fosse acusado da repentina queda da dita garrafa. Após o acidente, e ainda com as ausentes ausentes, espalhei uma série de guardanapos pela mesa. Não resolveram muita coisa. Bêbado tem umas ideias meio fora da realidade. Por isso comecei a secar a mesa com minha blusa. Acho que faltou pouco para que um de nós não lambesse a mesa. As ausentes retornaram e nos indagaram à respeito do que havia acontecido. Quando abri a boca para uma explicação fui interrompido por um olhar endemoniado da loura criminosa. Era um misto de olhos de criança arteira e político negando desvio de verga. “Foi o Paulo.” Não me importo de fazer as coisas erradas, as escolhas erradas e as manobras políticas erradas, mas ser acusado de uma proeza que não fiz foi encarado por mim como algo muito agressivo. Tão agressivo que as palavras faltaram no momento e minha resposta foi um abrir e fechar de boca com emissão de grunhidos, acompanhados de gesticulação intensa. O resultado? Para as ausentes agora presentes uma confissão de culpa. Pra loira criminosa a sagração de seu golpe contra minha imagem. E pra mim? Acho que foi o início das crises de pânico. Perdido ali, no meio de falsas acusações e da maquinação de uma mende demoníaca, estava só eu e minha consciência. Só me restava beber mais. E bebemos.

No fim das contas Talita assumiu que foi ela. As ausentes assumiram que não haviam acreditado que havia sido eu. E eu? Eu aprendi amigos agindo como seus piores inimigos é o sinal da verdadeira amizade, ou de sacanagem mesmo.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Recordo de alguns acontecimentos do segundo semestre de 2007. Já faz algum tempo mas algumas coisas foram marcantes. Acho que se pensarmos de diferentes perspectivas, direcionando nosso foco para qualquer um dos indivíduos que compunham nosso círculo de amizade chegamos a conclusão que foi o momento crucial que cada membro da panela se definiu não só enquanto profissional, mas como a pessoa que é hoje.
Claro que traçar a trajetória de cada um ou mesmo do grupo seria válido para entendermos parte dessa metamorfose que toda a humanidade passa durante a vida, no entanto seria chato pra caraleo, então foda-se.

Cabaret”
Em meio a toda essa confusão as piadas se acumularam. Nosso companheiro calvo ficou cada vez mais refinado nas imitações e na maneira como vivia sua vida de forma caricata, porém original. Quem não se lembra a maneira totalmente própria dele de ir a festas de agroboys acéfalos (perdão pela repetição, agroboys sempre são acéfalos, é um pré requisito da tribo), fazer caridade, ou aproveitar a vida como ele gosta de dizer? Enfim, apesar dos pesares a sua presença sempre foi algo a se notar. Lembro muito bem de uma festa que fomos juntos. Aliás, foram várias e com acontecimentos específicos e “originais”. Houve uma chamada “Cabaret”, cuja temática era a vida em bordéis. Imaginem as vestimentas sugestivas dos que dela participaram? Um desfile de tchutchucas com roupas lascivas, tudo regado a muita Bohemia e doses e mais doses do mais legítimo e autêntico whisk paraguaio. Eu, o calvo e nosso amigo China fomos e de repente nos vimos em meio a pista dançando uma música da tribo dos doidões. Nosso camarada oriental, já muito bem ambientado ao ritmo trance começou a movimentar-se freneticamente e pronunciar palavras que demonstravam sua satisfação com relação ao som pulsante: “Isso aqui é minha vida meu brother.”
Fui como escolta de uma amiga nossa que não devo citar o nome, mas consideremos hipoteticamente que ela estivesse vestida a caráter. Digamos que seus atributos físicos privilegiassem a utilização de saias não tão 'minis'. Felizmente para os marmanjos presentes a ousadia combinada com ingenuidade permitiu que apenas um palmo de tecido descesse da cintura e mau atingisse a metade da suas fartas cochas. Claro, tudo isso hipotético, afinal ela não fez isso. Mas que teria provocado até lágrimas causadas por agonia e felicidade pela dita visão.
Estavam lá também uma loira conhecida nossa e uma morena. A morena especificamente não fez muita coisa além de jogar seu charme sobre um caboco de gola polo dispensando mais comentários, ao passo que a loira, não se sabe detalhadamente o que ela bebeu, mas desembocou em um surto de ânsia de fazer amizades. Ao fim da festa, cercada por amigos que ela conheceu horas antes, negou nossa companhia de retorno a sua casa.
Aparentemente não aprontei muito no Cabaret. Ao menos nada que deva ser lembrado, ou algo que me lembre. Apenas, como toda festa com boa bebida e boas companhias, momentos de encontro com os amigos que ficam em nossa mente e funcionam como máquinas do tempo e nos levam ao passado por meio da memória dos cheiros, sons, texturas, imagens e sabores.

sábado, agosto 28, 2010

O Blog da Panela volta à ativa com uma retrospectiva do vivido mas não publicado. Vamos começar relembrando o primeiro semestre de 2007. Período de consolidação da panela, os 6 primeiros meses daquele ano foram de muitas aventuras alucinantes pra essa turminha do barulho.

Ainda viviamos aquele calendário letivo bizarro, por conta da greve de 2005. O ano de 2007 começou como continuação do período de 2006, com apenas uma pausa de 3 semanas para natal e ano novo, recomeçando a labuta em 15 de janeiro. Nestes 21 dias, um amigo nosso conseguiu arrumar briga numa boate em Didivinópolis, o que lhe rendeu algumas piadas de nossa parte e uma amolação sem precedentes, porque ele resolveu processar o pé rapado que bateu nele. Quando voltou pra Viçosa, terminou o namoro. Aí ele sofreu de amor como nunca dantes, e quem pagou o pato? A panela. Fazer trabalho com ele era complicado. "Não tenho tempo, estou muito ocupado". "Preto vem aqui, preciso reclamar da vida pra alguém". "Oe, me ajuda, me ajuda." Começou a ter medo de um professor, e quando ele sacudia as calças e dizia: "Porque a América LATIIIIIINAAA..." , nosso companheiro se desesperava, saía da sala e falava: "Vem atrás de mim que eu to com pressão psicológica". Tempos difíceis, de longas conversas motivacionais nas 4 pilastras.

Há de se lembrar, a calourada mais fracassada da história (do curso e/ou da existencia humana) aconteceu neste mesmo ano. Tão indigna que não merece nem que prolonguemos o assunto.

Teve tambem a fundação oficial da panela feminina, como um capricho do acaso. Na ocasião do aniversário da Kenia, fizemos uma reunião lá em casa e as meninas acabaram aparecendo por lá. Nunca antes cercado por mulheres bonitas, aquela ocasião foi muito representativa pra panela, chamada agora de panela masculina. Dali em diante, elas passaram a ser grandes companhias pra muitas coisas que faziamos. E grandes amigas.

Foi assim na viagem a Ouro Preto. Naquele semestre, ralamos numa disciplina de prática de ensino de míseros 2 créditos como se não houvesse amanhã (pausa para uma interlocução: uma vez bebi uma long neck antes de ir pra esta aula, os caras sentiram o cheiro exalando no ar e me chamara de alcoolatra). Fizemos uma viagem pra cidade colonial, muito marcante pra todos nós. Primeiro porque o Paulo passou mal pra diabo no busão. Busão que não tinha banheiro e quase fez o Bolívar mijar na garrafa PET. Teve ainda o Didi cantando Something versão zezé di camargo e falando: " aaiii professssora, não to entendendoo" e "Porque América LATIIIIINAAA" (ele ja começava a resignificar o trauma).

Houve ainda a ocasião do "pedaço de bolo" no aniversário do Paulo. A kenia fez uma festinha no alojamento, com direito a chapeuzinho, balão e tudo mais. Todos confraternizando, felizes e contentes, até o Paulo resolver dar o primeiro pedaço de bolo. " Não sei pra quem eu dou o primeiro pedaço...". Uma voz do fundo diz: "Dá pra miiiimmmm!!" A resposta: "Nãooo! Voce perdeu a chance de ter este pedaço há 1 mes atrás!". Depois de muita zoação, o primeiro pedaço de bolo foi pro cara estranho que o aniversariante conheceu no dia da matricula: eu. Fiquei muito emocionado de ser o cara estranho.

O primeiro semestre de 2007 foi de muita bebedeira. As reuniões na vila, embaladas por porções gordurosas tornavam-se frequentes, gerando revoluções intestinais em todo mundo no dia seguinte. E ressaca né, claro. Alguns de nós desbundava ali mesmo, obrigando as donas da casa dividirem uma cama de solteiro.

E por falar em ressaca, um dos maiores vexames do meu tempo de viçosa foi justamente no fim deste período. No tradicional Leão de despedida do semestre, eu, Kenia, Luana e Paulo fomos lá beber algumas. Naquele tempo o Leão ainda vendia Bohemia e Brahma Extra a R$3,00, e tinha musica ao vivo no espaço da frente, fazendo a alegria da galera. Eu, muito empolgado, enxi a cara sentado no giroflex, e quando levantei, o mundo começou a girar. Virei uma cerveja inteira que o paulo tinha acabado de comprar (ele me cobra ela até hoje) e tive que voltar pra casa rebocado.

Era o fechamento com chave de ouro. Mas muita coisa ainda ia acontecer naquele ano. O segundo semestre é a pauta do proximo post. Até lá!

quinta-feira, agosto 26, 2010


Tempos idos que não voltam. Boas lembranças. Memórias de um passado, semente do que somos hoje. Muita coisa mudou. Muita. Mudamos de ideias, de namoradas, de gosto musical, de cidades, de visual. Não, de opção sexual não. Nos formamos, começamos mestrados, entramos no mercado de trabalho. Eu, talvez emocionalmente o mais boiola dos 5 (o didi é o mais boiola nos outros quisitos), fiquei muito saudosista quando ontem de noite, lendo blogs no computador, despretenciosamente, fui parar em nosso antigo blog. Inúmeras gargalhadas ao reler cada post, lembrar de cada situação, cada sensação, cada caso vivido na época. E como nossa amizade foi boa em todos estes anos de Viçosa! E se mantem boa, mesmo morando em 4 cidades diferentes. Muitas historiais foram vividas e não contadas. Já que o papel do historiador é contar história, resgatar a memória, estamos aqui de volta pra desempenhar isso, sem linguagem burocrática, acadêmica. Sem orientador pra amputar nossa veia literária e criativa. Podendo cometer erros de ortografia a vontade.
Isso aí Panela! Estamos de volta à ativa!
Saudações.

"Prepara uma avenida/que a gente vai passar"

finalmente, após anos na ausência para nossos espectadores (uma meia dúzia de pessoas que a gente cobrava como leitura obrigatória) nosso blog vai voltar como mais um meio de expressarmos nossas idéias e impressões sobre a vida. não vou me delongar aqui com uma série de piadas baratas. vou sim. estava com saudade desta escrita descompromissada voltada pra gente minha.

como andam as coisas? seria mais interessante pensarmos como andaram as coisas nestes 2 anos e meio de ausência. é difícil definir quem mais mudou durante esse tempo. aparentemente todos tiveram que escolher caminhos distantes. nossas responsabilidades aumentaram e o pior de tudo, em cada esquina de bh, juiz de fora, rio de janeiro ou viçosa a possibilidade de nos encontrarmos é ínfima. sabe quando precisávamos de conversar uns com os outros, seja pra falar daquela tchutchuquinha, seja pra contar como se foi mau na prova do jonas, ou mesmo só pra jogar conversa fora e beber aquela guegueja no bar do leão e sair de lá fedendo a cigarro e outros tóxicos diferenciados sem te-los consumido? isso não existe mais. tal contexto está separado por quilômetros de muito chão, as vezes em estados litorâneos ou em magníficas capitais do interior de nosso estado.
felizmente o meio social serve que serve de condicionante tanto para comportamentos bons, quanto ruins. e da mesma forma que uns de nós já usaram a cantada "fica comigo senão eu pulo daqui", ou chamaram o professor de "metódico" em justificativa para um aumento de nota, já até atravessamos uma cidade histórica em busca da igreja católica específica que um crente se sentiria a vontade, deixamos cair na reta aquele salgado que foi comprado com nosso dinheiro as 10 da noite no dce antes do nosso ensaio do teatro, enfrentamos festas onde nossas nádegas foram expostas para os seguranças e ainda assim nos sentimos satisfeitos. Fomos muito estranhos e um pouquinho da estranheza de cada um acabou passando para os outros do grupo. aí a distância não importa mais. porque como podemos negar que ficamos menos religiosos, mais religiosos e menos religiosos de novo? ou que a safadeza, essa sim e num bom sentido, invadiu a todos em todos os niveis possíveis? agora quem é da panela sabe que é da panela não mais porque anda com fulano ou ciclano, mas porque de alguma forma tem dentro de si uma parte que foi alterada por causa da convivência.
ainda tivemos uma série de agregados. sem sombra de dúvida a panela feminina foi nossa mais fiel companhia. hoje como arroz integral, uso adoçante, corto o cabelo bem baixinho todo mês, não tenho mais camisas gola polo e não tenho mais tanto medo de abraços por causa dessas meninas. e pensar que um de nós uma vez me perguntou porque tanto eu andava com elas. e outros foram importantes: passa essa batata aí, tijolo de furinho, tá bom?, poco não... tudo uma cambada de gente boa que contribuíram muito pra nossa sobrevivência longe de nossos pais e formaram nossa família, grande família, por pelo menos 4 anos.
pra terminar, será feito daqui pra frente, um retrospecto de fatos marcantes, e memoráveis, que ocorreram durante esse hiato do blog. a primeira postagem surgirá no sábado. contribuam com comentários relativos a importantes ausências fotos e coisas que acharem que passou da conta. no mais é isso aí, a vida é assim. cada vez mais complexa porque a gente complica ela.


quinta-feira, julho 19, 2007

O RETORNO

AGUARDEM, BREVEMENTE NOVAS INFORMAÇÕES

ESTAMOS NOVAMENTE NO AR E COM UMA NOVA LINHA EDITORIAL

segunda-feira, maio 14, 2007

Vou ser sério o bastante. Percebi que muitas das coisas que digo são encaradas como sendo algo irrelevante. "Afinal o Paulo (ou Vinicius, depende da intimidade) não diz coisas sérias." Dessa vez parti do fim da outra história (Ver post do dia 9 de Fevereiro de 2007). Recebi a negativa primeiro. Agora reorganizei minha estratégia e adotarei uma nova proposta. NÃO VOU DESISTIR. E falo sério. Vou usar, e isso não fui eu que disse, "todo o meu potencial". Não se trata mais de uma brincadeira de criança. Não se trata mais de uma atitude no calor das minhas crises psicológicas. Agirei como um adulto e não me arrependo de nada que fiz, nem do que vou fazer. Espero que isto valha ao menos para que eu seja visto como uma pessoa adulta. E que o que eu diga seja respeitado como o que todo mundo me diz o é por mim.
Novas forças movem meu mundo. E partindo do princípio da "troca equivalente" já pus na balança o que estou disposto a perder. Sei dos riscos. Seis dos problemas, mas principalmente sei das minhas possibilidades.
Não sou um adolescente agindo impulsivamente. Não sou um louco com uma nova fixação. Sou alguém, que dentro de certos limites vai lutar pelo que acredita. E não me interesso nem um pouco pelo que TODOS os outros acham dos meus atos. Não pensem que estou triste devido ao tom sério que escrevo este post. Desta vez não quero fazer ninguém rir ou ficar preocupado. Estou determinado. Estou feliz por acreditar, tenho fé, que agora tenho algo que valha a pena lutar para ser alcançado.
Nunca estive disposto a fazer isso. Sempre desisti. Agora vou usar de todos os meus artifícios (que acredito não serem poucos) em prol deste motivo.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Nota de Falecimento
Comunicamos o falecimento da tão bem quista instituição que um dia se auto-denominou "A Panela".
Não convidamos parentes e amigos para o velório, muito menos para o féretro. Porque somos CDFs chatos e anti-sociais.
A panela deixa de existir como instituição, deixa de existir como instrumento de aglutinação de pensamentos extremamente díspares, mas que um dia sonharam com um mundo melhor.
Um mundo construído pelo diálogo entre pontos opostos.
Acaba aqui o discurso coletivo e começa a minha opinião:
Um dia eu achei que esse mundo era possível. Achei ser capaz de crescer em meio a tão admiráveis pessoas que seriam capazes de tornar, não, de servir de opção para uma postura diferente dentro do mundo. Não!!! Não é isso o que penso exatamente, na verdade tenho pensamentos confusos, o exato se quer existe em minha mente. Acho que sou egoísta. Não temos o poder de mudar o mundo, nem a visão de "ciência miserável" que a História tem sobre si. Meu sonho não era ser um exemplo, não era ser um revolucionário, mas uma opção, uma outra via que não passasse por caminhos que negassem a educação que tão orgulhosamente herdamos de nossos pais. Essa educação não se trata de um adestramento sobre atos já enferrujados, se trata de educação, mas uma educação para uma postura de vida.
Não negamos os conflitos, não fugimos dos conflitos, até procuramos os conflitos se necessário. Sociedade não se resume a conflitos, mas sim a contratos. Os conflitos não deixam de acontecer, mas se tornam solucionáveis quando nos propomos não a sermos divididos entre perdedores e vencedores, mas sim a sujeitos que cresceram por meio da negociação baseada numa postura de vida.
É isso que eu penso, não, é isso que minha mente confusa excreta no momento. "A Panela" jamais deixará de existir, pois ela não nos pertence. Ela existia antes mesmo de nos conhecermos. E isso não é questão de destino. A meta-física não é necessária aqui. O conceito que nos une é deste plano. O que nos uniu desde nossos nascimentos foi nossa "criação".
"Nossos pais nos criaram para sermos elementos de aglutinação e não substâncias heterogeneizantes. A paz não existe no indivíduo isolado."
Paulo Vinicius Silva de Santana

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Queria me explicar aqui. Vocês devem ter percebido que eu tirei do ar todos os meus posts. Isso não foi feito por acaso. E agora vou começar a listar os motivos:
1 - Tenho sido alvo duras críticas dentro da instituição "Panela".
2 - Não percebo retorno das pessoas que lêem o que escrevo.
3 - Ninguém mais lê meu blog e é ele meu blog principal
4 - Devido ao motivo anterior eu darei de agora em diante mais atenção a meu blog pessoal (paulosantana.blogspot.com)deixando de postar no blog da panela
5 - Meus escrito sempre são tomados como apenas engraçadinhos, sendo totalmente irrelevantes do ponto de vista da filosofia interna a eles. Pois como dizem eu sou uma criança, e crianças não podem ser levadas em consideração. Aliás, podem sim, crianças são engraçadinhas.

Agora vou contar uma Historinha. A última no blog da panela. O título é:


Atmosfera Nutritiva

Eu e o Luiz Fernando tinhamos acabado de almoçar no Restaurante Universitário e deciamos a Avenida P. H. Rolfs (vulgo reta) sem nenhuma pretenção de vivenciar uma situação meta-física. No entanto, e Joseph Climber sabe disso, "A vida é uma caixinha de surpresas". Fomos envolvidos por um poder nunca antes esperimentado na história da panela. Era uma força diversas vezes superior a de muitos personagens de desenho animado (ou até mesmo do Jakie Chan). Era o poder das mulheres.

Um grupo extremamente seleto de homo-sapiens-sapiens do gênero feminino, digno de presença nas festas mais badaladas das mais famosas revistas internacionais relacionadas a apreciação masculina da anatomia feminina. Enfim, era mulher em quantidade e qualidade pra ninguém botar defeito.

A proposta do Luiz em relação as "Tchutchucas" era a de que nos aproximássemos do grupo (a meu ver anjos) e permanecêssemos próximo a elas para tentar, quem sabe, hehehehehe... Infelizmente (agora começa o mau humor) somos feios, muito feios. "Quem vê cara não vê coração. E quem só vê a nossa cara vê uma parte de nós que em nada ajuda na socialização.

Enfim, como entregador de pizza (não citarei aqui o caso similar do ginecologista) sentimos o cheiro e a nós não é permitido provar. Nas palavras de um sábio pertencente a cultura rural: "Quero beber do meu de sua boca, como se fosse uma abelha rainha..."

É triste essa vida de universitário. Muito triste. Eu sei que eu não presto. Mamãe mesmo diz que eu sou o filho mais ruim dela. Mas... também sou filho de Deus.

Agora deixando de falar de mim. Parando com essa choradeira costumeira que é recorrente nos meus posts. E continuando ao que eu propus, passamos pela mulherada e nada aconteceu. Absolutamente nada. Não!!! Minto!!! Aconteceu. Um carro veio totalmente desgovernado e iria nos atingir e a todas as gos... (ops) moças atraentes então, munido do instinto de sobrevivência estiquei os braços e me joguei sobre as mulheres (isso foi duplamente gratificante).

O Luiz sobreviveu devido a sua elasticidade adquirida no teatro, mas, principalmente no seu novo esporte: O triatlon (comer, beber e navegar). Eu por minha parte adquiri toda essa desenvoltura assistindo a desenhos animados e filmes chineses.

Uma das garotas, a mais bonita, e quem me conhece sabe o que eu considero uma mulher bonita. A mulher merecedora do selo "PV de qualidade". Mas continuando, me olhou nos olhos e disse que teria que me retribuir o que eu havia feito por ela. Minha alma encheu de alegria. Finalmente minhas qualidades foram reconhecidas. Uhuuuuu!!! Ela olho dentro dos meus olhos, eu olhei dentro dos olhos dela... o mundo a nossa volta desapareceu... só nós dois passamos a existir em todo o universo... eu segurei as mão dela, eram mãos quentes... comecei a aproximá-la lentamente de mim... nossos lábios começaram a percorrer trajetórias convergentes... se aproximavam cada vez mais... cada vez mais próximos... prestes a se tocarem eu fechei meus olhos...

OS ABRI DENOVO E ACORDEI DO MEU DELÍRIO!!!

Nada que relatei do quase atropelamento pra cá foi real. Tudo fruto da minha imaginação. Viagem pura. Mais foi bom. Um dia eu parto pra prática e aí ninguém me segura.

Esta foi minha postagem de afastamento. Sem sombra de dúvida não foi a melhor. Mas também não foi a pior até qualquer dia desses.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

É com muito prazer e honra que venho por meio deste pronunciamento inaugurar meu tão esperado mandato à frente desta magnífica instituição que é a Panela.
Já vou avisando que em meu mandato acontecerão eventos a muito tempo esperados por nós, e que os presidentes anteriores não tiveram a sensibilidade de realizar.
Meu plano de gestão será ancorado na filosofia da Cultura e da Butecagem. Como meta primordial, pretendo realizar eventos que estarão no projeto CVMBVCA CVLTVRALIS, que abrangerá diversas atividades culturais, como o tão sonhado Luau e a efetivação do futebol como atividade panelística nos fins de semana. Ocorrerão também visitas ao chorinho nas quintas feiras, e possivelmente uma ida ao forró em uma quarta feira qualquer. Além disso, meu mandato será pioneiro em uma atividade em vossas vidas: encontros na residência presidencial para grandes discussões regrada a guegueja gelada e muita música popular brasileira. Filmes serão exibidos a fim de levantar amplas discussões históricas e filosóficas aos participantes.
Gostaram? Pois é. E isso não é tudo. A diplomacia da Panela será revista, já que, apesar de uma progressiva abertura, esta foi muito lenta e gradual. Saímos de uma ditadura, passamos por um regime de omissão, depois por um início de política aberta mas ainda amarrada pelo conservadorismo. Comigo no poder beiraremos a pós-modernidade. Agora a Panela será uma instituição verdadeiramente democrática, onde a participação de estrangeiros será real e sentida por todos. Mas atenção: disse BEIRAREMOS a pós-modernidade, e não pularemos de ponta, como acredito que meu sucessor fará. Quando ele assumir, este será o dia em que a Panela não mais se identificará, pois os limites se romperão e TODOS terráquios serão membros da Panela. Veremos a panela em migalhas. Mas deixe isso pra lá.
Agora que comprei briga com todos os membros da Panela no parágrafo acima, vou dar um motivo para vocês realmente me admirarem. É a respeito dos cofres panelísticos e a liberação de verba para todas as atividades culturais, afinal de contas, haja dinheiro pra tanta zuera! Mas acalmem-se nobres camaradas, digo, companheiros: Felizmente encontrei os cofres da nossa instituição COMPLETAMENTE FARTOS! Sim! Afinal de contas nosso ex-Presidente não fez nada no mandato passado, só arrecadou verba dos impostos. E como calouro na Fapemig, ELE vai financiar todos nossos gastos com sua bolsa de iniciação científica! E viva ao conservadorismo e a social democracia que paga todas as atividades dos pobres!
Portanto, novos dias estão por vir. Meu mandato marcará a vida de todos. Preparem-se.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

FELIZ ANO NOVO PANELA!!!!!!!!!!!!! O meu mandato acabou. Seja bem-vindo ao poder Luiz. Espero que você faça um bom governo e dê continuidade a minha política democrática e atuante na liderança da panela, já que meus antecessores só decepcionaram com relação à estes aspectos.
Antes que o Paulo fale que isso é puro discurso, gostaria de fazer um levantamento sobre as realizações do meu mandato. O período mais fértil da história da panela.
Antes do meu mandato a Panela tinha 3 bolsistas. O Didi, o Paulo e a Kênia. Encerro o meu mandato com praticamente todos os membros sendo bolsistas. Eu e o Luiz conseguimos ser bolsistas da FAPEMIG e engordar um pouco o nosso LATES, já o Gustavo passou na 1ª fase do teste do coral e se Deus quiser será bolsista em pouco tempo.
Por falar em engordar o LATES, aconteceu no meu mandato o encerramento do Seminário Nacional de História e as publicações de comunicações minha e do Paulo. Recebemos certificados de participação, mini-curso, oficina... Foi bastante proveitoso. Ah. Sem contar a vinda da Mary del Priore, no primeiro dia do meu mandato.
O Luiz também estreou em meu mandato a sua carreira artística que tanto o empolgou, a ponto de colocá-lo em dúvida se seria melhor virar ator ou continuar aluno do curso de História.
As cervejinhas também marcaram o meu mandato. Ao assumir eu disse que tinha como objetivo aumentar o entrosamento da Panela com os demais membros do curso, tarefa que considero cumprida. Saimos depois da apresentação do Luiz, fomos a festa na casa das meninas, que foi digna de um post próprio, e fomos ao chorinho no penúltimo dia de aula. E o melhor, não nos excluímos e fomos sozinhos como era de costume. Talita, Larissa, Luana, Tuta e tantos outros que estavam na festa foram companhias ilustres nestas farras. E sempre com a presença do presidente, figura tradicionalmente omissa até as mudanças do meu mandato.
Até o que foi negativo foi positivo. A briga que atingiu a panela serviu para mostrar que o Gustavo é capaz de enfrentar o Didi e escancarar que as pessoas na Panela se preocupam umas com as outras e não desejam ter amizades superficiais. Sei que as feridas não cicatrizaram e que muito do que foi ruim vai ficar, mas a escolha foi feita por quem sempre resolveu manter relações superficiais e não sabe o que é manter uma amizade de verdade.
Luiz, desejo a você todo o sucesso nesta nova era. Pode parecer mero discurso, mas acho que dezembro foi um mês proveitoso em que crescemos muito. Mês de muitas conquistas como pudemos ver. Espero que independente da pessoa que assuma o poder, a Panela sempre cresça e continue firme como tem sido. Adversidades podem, e vão, nos atingir, mas a receita para superá-las está na nossa amizade.
Mais uma vez, Feliz Ano Novo.
Do ex-presidente. João Henrique

sábado, dezembro 30, 2006

É com muita honra e muito prazer que venho por meio desta comunicar a mais nova notícia da Panela: JOÃO HENRIQUE, vulgo Coqueiro, nosso querido companheiro, é o mais novo BOLSISTA DE INICIAÇÃO CIENTIFICA DA FAPEMIG!!!
Fiquei sabendo desta grata noticia quando entrei no site da UFV e vi que mais bolsas haviam sido liberadas. E com a benção dos céus, nosso colega conseguiu a tão esperada bolsa. Nem vamos ter que esperar pelo edital do CNPq!!!
A emoção que senti foi indescritível. Estava na casa de um colega e assim que vi a noticia, saí correndo e fui ligar para Viçosa para falar com o bolsista. Mas infelizmente ele não me deu essa honra. Ele havia saído e dei a noticia para a ja conhecida Dona Fátima (aquela digníssima senhora que fala "isssshhhperrrrrrto"e defende o nosso curso nas reuniões do Consu). Fiquei muito contente com a noticia, pois o Coqueiro é um cara que merece e com certeza vai fazer uso desta iniciação.

Obrigado pai. Cada dia que passa a Panela consegue maior visibilidade na UFV. Cada dia que passa percebemos que fomos abençoados por Ti, como outrora dissera o apostolo Paulo(Santana). Obrigado senhor!

quarta-feira, dezembro 20, 2006


Ei você! Sim, você mesmo! Você que não conhece o litoral e pretende faze-lo nestas férias, O Blog da Panela lança agora o I Manual de Sobrevivência na Praia!!!



Regra I: Praia: Área de divisa entre terra firme e o oceano. Local onde há predominancia de areia e água salgada. Portanto NUNCA beba a água do mar. Tá bom, se você não resistir, coloque só um pouquinho na ponta da língua.

Regra II: A água do mar viaja por todas as praias do país. Além disso, existe a
influência da lua que propicia uma agitação nas águas vulgarmente conhecida como ondas. Se voce não tomar cuidado, nas primeiras vezes que entrar no mar, voce pode tomar aquilo que é vulgarmente conhecido como "caxote". Portanto muita atenção.

Regra III: Aliás, para sua segurança, e melhor voce entrar no mar sempre com uma bóia. Pode ser de patinho, de pneu, qualquer modelo; mas aconselhamos- lhe a consultar primeiro o guia de moda Verão 2007, para que escolha o modelito que está na bombando nas areias do Brasil. Dica: A de Patinho e as de braço nunca saem de moda.

Regra IV: Cuidade onde você pisa. Muitas vezes as pessoas gostam de levar lembranças da praia, mas algumas gostam de deixar as suas. De repente você numa braçada, ou num mergulho encontra um daqueles blocões amarronzados...

Regra V: Praia no verão faz muito calor, e o calor pode levar a desidratação. Portanto beba muito líquido,
principalmente água de côco (isso mesmo, com acento no primeiro ó, porque afinal de contas, água de coco você ja vai tomar no primeiro caxote).

Regra VI: Nunca se esqueça do protetor solar antes de ir
para o mar. Caso contrário, na hora de dormir você se lembrará.

Regra VII: Quando você se cansar de tomar altos caxotes, sua barriga estiver inchada de tanta água, você pode ir brincar de
construir castelos de areia. Eles dão trabalho mas ficam muito bonitos quando prontos. Ah, para melhor desenvolve-los, utilize as ferramentas adequadas.

Regra VIII: Como dito no ítem anterior, existem instrumentos
que auxiliam na melhor confecção de suas obras de arte feitas de areia. São elas: Balde, pasinha, aradinho, entre outras. Peça já pra sua mãe .

Regra IX: Na volta para casa, pelo amor de Deus, não traga conchinhas nem estrela-do-mar de lembrança. Contente-se com as
boas recordações que ficarão pra sempre na sua memória.

Regra X: Conte pra Panela absulutamente tudo que
aconteceu de bom nestas férias praieras. Traga fotos. Inclusive das inúmeras tchutchucas que teve por lá.




BOAS FÉRIAS!!!


segunda-feira, dezembro 18, 2006

Viçosa cidade do Rock...

Será mesmo a cidade do rock. Na minha opinião não é só do rock. Este figura apenas como mais um gênero muito famoso e muito admirado pelos universitários. Falando em universitários: Oh racinha ruim!!! Estou até pensando em deixar de tentar fazer mestrado e doutorado por causa dessa espécie de gente irritante. E eu não falo pelos outros não, eu falo por mim mesmo.
Mas vamos mudar de assunto. E é o assunto que é o tema central aquei desse post. Qual é o ritmo de Viçosa?
Será Viçosa a cidade de todos os ritmos? Não, Acho que não. Ela é a cidade dos ritmos que andam na cabeça dos jovens. Então infelizmente aí vai toda e qualquer procaria. Como eu já disse universitário não presta. Eu não presto.
Mas vou me conter agora numa análise mais específica. A festa que fui na Sexta passada, dia 15 de dezembro de 2006. Gostei muito, apesar de algumas ausências importantes (e não falo aqui de Gustavo, Kênia ou Carlos Henrique). Mas vamos ao que interessa, quem foi na festa. Bom, quem estava lá estava disposto a se divertir. Claro que eu não me enquadro nessa lista. Eu sou chato. E pessoas chatas por natureza não se divertem em festas. Ficam pelos cantos tristes e pensativas. Não conseguem se desligar do mundo. Acho que aqui eu concordo com Nietzche (e isso me contraria muito, me deixa muito triste). Se eu não tivesse memória, se eu esquecesse, seria uma pessoa muito mais feliz.
A bebida era a vontade, as pessoas eram agradáveis (e isso no meio universitário é um contracenso), as músicas eram para todos os gostos, ou quase. A respeito da seleção musical, ela não obedecia rigidamente a proposta da festa. Não, ela obedecia a vontade das pessoas que integravam o ambiente. Sábia escolha. Senão teria sido tão chata a festa quanto os posts do Gustavo. Tocou funk, forró, rock... e vergonhosamente eu dancei de tudo, todo mundo dançou. Não bebi, fiquei totalmente sóbrio durante toda a festa. Mesmo sendo forçado por um apelo feminino resisti a tentação de me embebedar e permaneci dentro da minha normalidade melancólica.
Analisei minha postura durante a festa, agora vou falar um pouco sobre a postura dos outros dois membros da panela presentes.
O Luiz, bem o Luiz eu vou deixar por último por que sua participação foi muito interessante, peculiar eu diria. Mas que convive com ele sabe que isso já era esperado (pow, pow, pow!!!). O Jão estava todo serelepe. Ele, apesar do teor alcóolico permanecia totalmente lúcido, mesmo se alterando na consistencia cômica de suas ações. Fomos na casa dele antes da festa e ele molhou a cabeleira e foi pra festa com a corda toda. Lá, após beber foi acediado sucessivas vezes, mas não deu uma dentro apesar de querer marcar pontos na noite.
O Luiz ficou digamos, mais alegre do que de costume. Muito descontraido. E como ele mesmo costuma definir as mulheres que possuem atrativos: Só tem tchutchuca!!! E este palavreado cabia bem a noite da festa. Belas mulheres. Simpáticas mulheres. O clima da festa estava mesmo muito propício para uma boa conversa. Mais propício ainda para relaxar. O que o diga alguns calouros que passaram da conta, muito além da conta. Eu mesmo tive que levar um para a casa dele. Apesar de preferir levar muitas calouras para a minha casa. Infelizmente minha moral cristã, minha escatologia (ou como a strela diz, minha psicodelia), minha feiura não permitem. É isso mesmo. Eu sou um bagaço humano. Sou o resto de tudo que era sórdido e Deus precisava espulsar do paraizo.
Olha eu falando de mim de novo. Tenho que falar da festa. A festa. Mais uma vez exerci minha solidão. E como eu tenho exercido com fequencia a minha solidão. Olha eu falando de mim de novo. Não!!!
A festa. Bem, já falei do ambiente em muitas de suas facetas, mas agora quero falar da maneira como a música era aproveitada. Nota zero pra mim (não consigo evitar). O Jão até que tem um estilo aceitável. Mas o Luiz, esse sim, este domina a pista quando nela demonstra toda a sua desenvoltura. Fred Aster deve ter inveja. E muita. O estilo do seu Lucifer é muito digamos... oriental. Ou seria árabe. Bem, eu acho que é uma mistura do rock pauleira ocidental com alguma árabe (sabemos que ele é admirador da dança do ventre). Em fim, seu estilo é inigualável (principalmente depois de muitos copos de guegueja) enquanto eu tenho a cintura dura.

Aqui, vou acabar com esse post chato. Tão chato que parece Gustaviano. Mas se voce tiver paciencia de lê-lo todo PARABENS!!! Voce tem força de vontade. É um vencedor. É capaz de muitas coisas e vai ter um exelente 2007 porque terá ultrapassado os limites de uma pessoa normal e terá alcançado o ideal da paciencia e determinação humanas.

terça-feira, dezembro 12, 2006





Também queria fazer um post, então resolvi mostrar o quanto foi valiosa a semana para a panela. Sábado passado, dia 2 de dezembro tivemos a felicidade de ver Luiz no teatro. Confesso que a primeira impressão não foi boa, mas depois foi pior ainda. O papel do Luiz não estava a sua altura. Na mesma peça ele fez três papeis: primeiro um balcão de buteco copo-sujo, depois um vaso sanitário para um homem de 2 metros de altura e depois virou um corno viuvo. Muita coisa ruim pra tanto talento.

No entanto, ainda bem que a vida é uma caixinha de surpresas e o Luiz teve uma súbita ascenção. Tornou-se um dos mais novos bolsistas da Fapemig. Que orgulho, meu amigo, meu grande amigo. E isso ele não pode negar.

domingo, dezembro 10, 2006


É com muita alegria que escrevo esse post: um membro da panela está com seu nome no site da UFV, nosso querido amigo Lucifér, digo, Luiz FERnando. Ele nada mais nada menos foi selecionado entre tantos, como bolsista da FAPEMIG. O mais legal disso tudo, foi a forma que ele chegou até aí. Todos que conhecem o pim... digo, o Luíz, sabem o quanto ele é mto interessado, seja pela História, Artes e pelas thuthucas da UFV - que no momento não entraremos em detalhes.

Seu crescente interesse pelo Brasil Colonial e pela Peninsula Ibérica, levava-o a mandar extensos e-mails a um prof. da univerdade - prefiro nem falar o nome. "Pelo amor de Deus professor, eu quero conhecer mais sobre inquisicao ibérica. Me explica pelo amor de Deus". Até q um dia, de saco cheio, esse individuo que insisto em nao dizer o nome, convidou o Luiz para participar desse projeto. Graças a Deus, deu no que deu!

Infelizmente, nosso querido João coks não foi selecionado. É uma pena! Mas o João é um vencedor. Antes mesmo dessa selecao ele ja havia passado na frente de outros, inclusive deste que vos escreve. Portanto, João, sua hora chegará. Não se preocupe, CNPq vem aí, estaremos torcendo.

Agora é só esperar a grana cair na conta pra gente comemorar. Temos várias opcoes, desde o capelão, bar do cara q nao sabe nada de História Antiga até o bar do helinho. Rrsrsrs

segunda-feira, dezembro 04, 2006



Achei esta belíssima foto de integrantes da panela. Infelizmente alguns estavam ausentes e não foi possível que toda a congregação estivesse unida. Enfim, mesmo estando desfalcada o que vemos aí é em parte (na minha opinião três quintos) a panela. Claro que não é a panela em todo seu explendor, mas da direita de quem vê para a esquerda lhes apresento gustavo, paulo (eu) e luiz. Agora pra quem não nos conhece e tinha vontade de conhecer aí tá parte da nossa constituição.
Queria explicar as ausências. O João faltou porque tinha que homenagear o Cônego na igreja, o Carlos, sei lá o que ele tava fazendo, aposto que vai reclamar da sua ausencia nos chamando de traidores. Mas temos que aceitar, esse é o jeito dele, ele é nosso amigo e temos que aturá-lo como ele é.